Seleção Brasileira
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Falar de futebol sempre é bom, todo homem que se preze sabe mais de futebol do que sobre artes, teatro, roupas e todas essas porcarias. A conversa sempre começa com um fato curioso acontecido no final de semana, ou foi um frangasso do goleiro, o gol do matador, o drible, no RS um carrinho de um zagueiro (para nós isso vale mais que gol), e por aí vai.
Mas quando chega o assunto seleção brasileira, aí se vai o tesão do debate…, parece que a seleção já não empolga mais o brasileiro como o fazia antigamente, não temos mais “o cara” lá na frente que sempre metia gol e comemorava de forma original.
A seleção brasileira não passa mais magia, adrenalina, glória redentora, não passa nada. Nós perdemos joguinos amistosos contra timecos que sequer figuram no mapa, tocamos a bola entre zagueiros, recuamos para o goleiro, é balão pra todo lado, jogador fazendo “cera”, um filme de terror.
Não temos mais o “Romário” entre os titulares, e quando fao no nome do baixinho, me refiro ao tipo de jogador que o adversário treme quando ele pega na bola e, mesmo com marcação redobrada, o cara dribla todo mundo (enquanto o Galvão Bueno se mata gritando) e, ao final, mete o gol e sai rindo, como se aquilo fosse normalíssimo!, aquilo sim é Brasil, é futebol.
Aí aparecem estrelas “mirins”, vendidas por milhões e milhões, no treino da seleção fazem coisas de se apresentar em circo e na hora do jogo, não partem para cima de um zagueiro coreano sequer.
Não sei, talvez seja uma fase, como aquela que comentam de 80, talvez apareça um novo salvador, responsável, metido, “tinhoso”, aí sim, Galvão pode berrar, eu aguento.

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